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Tudo sobre Termografia Médica.

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Tag: termografia

Porto Alegre está à frente de uma nova geração de testes que vêm revolucionando a maneira de descobrir doenças. O exame de termografia por infravermelho, feito por meio da captação do calor emitido pelo corpo, é uma novidade no país, e recentemente começou a ser aplicado em algumas cidades brasileiras, entre elas São Paulo e a capital gaúcha.

A técnica permite identificar disfunções e reconhecer doenças antes mesmo que os primeiros sintomas apareçam. Utilizado desde a década de 1990 nos Estados Unidos, esse exame vêm se mostrando um excelente aliado na detecção e prevenção de complicações que vão de contraturas musculares até o câncer de mama.

O empresário Milton da Silva Ignácio, 62 anos, é um dos porto-alegrenses que já se beneficiou com a nova técnica. Há mais de 10 anos sofrendo com dores nas pernas, Ignácio havia desistido de achar a causa do problema. Depois de ter sido desencorajado por médicos de diversas especialidades, que afirmavam não encontrar os motivos para o incômodo, o empresário teve que abrir mão inclusive do seu hobby preferido, o futebol.

A consulta com a médica Luciane Balbinot, vice-presidente da Associação Brasileira de Termografia (Abraterm), parecia ser mais uma tentativa frustrada de encontrar a causa do problema. Entretanto, a imagem gerada pelo exame mostrou uma diferença na temperatura emitida por algumas regiões das pernas de Ignácio, identificando os pontos de contratura que já há muito tempo vinham incomodando o paciente. Duas semanas depois de iniciar o tratamento recomendado pela médica, o empresário comenta os resultados com um sorriso de alívio no rosto:

— Estou com uma medicação há pouco tempo, e posso dizer que as dores já melhoraram 80%. Já estou inclusive conseguindo voltar a jogar futebol duas vezes por semana.

Exame deve ser aplicado por especialistas

A captação da imagem termográfica é um procedimento indolor e não invasivo. Consiste em uma foto tirada por uma câmera especial, que mapeia o corpo do paciente pela quantidade de calor emitida por cada região. Como a temperatura é um dos cinco sentidos vitais do ser humano — junto com o pulso, a pressão arterial, a frequência respiratória e a dor — qualquer alteração no equilíbrio térmico do corpo é um sinal de que algo não está bem.

— Esse exame identifica a provável origem da dor. É muito aplicado no tratamento e monitoramento de câncer, disfunções vasculares, hérnias, tendões, lesões musculares e na ortopedia em geral — afirma Fernando Carlos Mothes, coordenador do grupo de cirurgia de ombro da Santa Casa de Porto Alegre, que utiliza a termografia desde o final do ano passado no diagnóstico de diferentes tipos de lesões.

É um exame simples, mas é fundamental que a análise dos resultados seja feita somente por especialistas, explica Mothes:

— A diferença de temperatura pode indicar diversas complicações, e por isso é importante que seja aplicado e analisado somente por quem é capacitado para fazer o diagnóstico.

Apesar de ter sido introduzido recentemente no país, a ideia é que a termografia se torne um procedimento de triagem comum em hospitais, consultórios e postos de saúde. Por não emitir nenhum tipo de radioatividade e não oferecer risco ao paciente, ele pode ser aplicado em qualquer pessoa.

O que é o exame de termografia por infravermelho?
É um exame de imagem realizado por meio de uma câmara especial, com sensores de infravermelho, capaz de detectar emissão infravermelha do corpo humano e transformar em temperatura, que pode ser analisada em um computador. Exame não radioativo, sem contato, indolor, semelhante a uma foto.

Quais as contraindicações?
Não existe contraindicação. Crianças, gestantes e idosos estão aptos a realizar a termografia sem oferecer nenhum risco à saúde.

Quais os benefícios?
A termografia é uma imagem que documenta as regiões onde há algum tipo de desequilíbrio térmico, facilitando que o médico entenda o que está acontecendo com o paciente com dor crônica e, a partir daí, seja dado o direcionamento do tratamento adequado. Entre os seus benefícios está a possibilidade de analisar com mais rapidez e eficácia se o tratamento está dando resultado ou não.

O que a termografia pode identificar?
Detecção de risco de câncer de mama — a termografia está rapidamente se tornando um procedimento adjuvante na detecção do câncer de mama, junto com a mamografia.

Diagnóstico de dores e inflamações — eficácia no diagnóstico da maioria de dores de coluna, do pescoço e das articulações, enxaquecas e outras síndromes de dor que não respondem a tratamento.

Detecção de doenças nos estágios iniciais — o exame pode avaliar e identificar disfunções na tireoide, artrites, problemas de ATM (articulação temporo-mandibular), inflamações nas artérias carótidas (precursores de coágulos e derrame), entre outros.

Fibromialgia — é o único exame que identifica esta Síndrome dolorosa e documenta para fins periciais.

Avaliação Postural — sobrecargas biomecânicas mostram aumento de metabolismo e temperatura de grupos musculares específicos

Quanto custa o exame?
Como é um exame novo no Brasil, somente em São Paulo os planos de saúde cobrem o procedimento. Em Porto Alegre, ele pode ser realizado em consultório particular, e o valor varia de R$ 150 a R$ 600.

Detalhe ZH
Técnica foi criada como estratégia de guerra
Os sistemas de imagem por infravermelho foram originalmente desenvolvidos para uso militar nos anos 1950, numa primeira tentativa de proporcionar uma visão noturna para as tropas poderem se movimentar à noite. A técnica só foi usada para fins de diagnóstico de doenças em 1957, quando o físico canadense Ray Lawson descobriu a diferença de temperatura na pele de uma mama com tecido normal e uma com câncer.

Fonte: http://bit.ly/10UqKmc

TERMOGRAFIA – na medicina é uma técnica de registro gráfico das temperaturas da superfície da pele, usando uma câmera infravermelha de alto desempenho. O aparelho detecta a radiação infravermelha (calor) emitida pelo corpo, podendo refletir uma fisiologia normal ou anormal. Uma cor é atribuída baseada na temperatura registrada naquela parte da pele.

Imagens com os dados térmicos são geradas em tempo real e em um instante, uma área extensa do corpo humano pode ser vista. As respostas dinâmicas a estímulos (ex.: gelo, calor) são documentadas facilmente. Estas imagens são chamadas de termografias infravermelhas.

O exame não apresenta riscos, é econômico, altamente preciso e as imagens saem quase instantaneamente. Isto faz da termografia infravermelha uma ferramenta muito útil para o médico na hora de diagnosticar, tratar e fazer prognósticos. É 100% seguro. Não envolve radiação. Não tem dor. Não é invasiva.

Pela capacidade de identificar a origem da dor, é muito valiosa no diagnóstico, tratamento e monitoramento de câncer, processos inflamatórios, disfunções vasculares e lesões neuro-músculo-esqueléticas (hernias, lesões em chicote, lesões musculares etc.).

Fornece um mapa digital do corpo em que os padrões de calor são mostrados (uma termografia).  Para o médico que está analisando estas alterações nos padrões, elas podem servir de bandeira vermelha para alertar de alguma doença ou anormalidade.

Termografia câncer de mama em estágio terminal

Como modalidade fisiológica, por sua avaliação da função corporal,pode assinalar doenças em desenvolvimento—e câncer de mama—mais cedo que os exames anatômicos (ex.: a radiografia que detecta estruturas). Para se ter uma idéia, pode-se detectar irregularidades na mama antes da formação de caroços, ou seja, algo que se pode palpar. Isto é importante porque em alguns cânceres inflamatórios nem chegam a se formar e o câncer fica invisível.

OUTRAS APLICAÇÕES - Desde detectar doenças até descobrir rachaduras em um avião, a termografia tem uma série de usos. Para citar algumas áreas: a industrial, comercial, científica, aeronáutica, artística, militar, e até policial!

A Folha de SP em 09/2 noticiou a aquisição de 5 câmeras Flir pela polícia de São Paulo para ajudar a desvendar crimes!  Talvez alguns podem até recordar seu uso na 10ªedição do Big Brother da TV Globo, quando foi utilizado para medir o estresse dos participantes no confissionário. Não tinha jeito de esconder da câmera termográfica o verdadeiro estado emocional!

Pode monitorar tratamentos e detectar problemas mais cedo

É muito útil no tratamento da dor crônica e dos processos patológicos, pois ilustra com mais exatidão a origem da dor. Isto permite o monitoramento da eficácia de tratamentos adotados.

E, porque a superfície da pele reflete os órgãos, a sobrecarga e o comprometimento deles podem ser monitorados mediante as termografias. Estando presente algum processo patológico, a câmera infravermelha poderá detectá-lo antes dos sintomas se tornarem aparentes, e a doença pode começar a ser tratada mais cedo e de forma proativa.

Conheça um pouco da hístoria da termografia

Sistemas infravermelhos foram originalmente desenvolvidos para uso militar nos anos 50 numa primeira tentativa das tropas terem visão noturna para poder movimentar à noite. No entanto, em 400BC, o grego Hipócrates, o pai da medicina, já usava diferenças em temperatura para identificar patologias nos órgãos. Ele colocava barro no corpo da pessoa e observava onde secava mais rápido.

O primeiro uso diagnóstico foi em 1957 quando R Lawson descobriu a diferença de temperatura na pele de uma mama com tecido normal e uma com câncer. Ele também mostrou que o sangue nas veias era mais quente que o sangue em artérias.

Em 1980, para medir melhor as mudanças de calor, software foi adicionado às câmeras. Quando começaram a ser usadas em pessoas para fins diagnósticos, surgiu a necessidade de estabelecer diretrizes e protocolos para a interpretação das imagens. Em 1983, a termografia foi aprovada pelo FDA como exame coadjuvante na detecção de câncer de mama.

A partir de então, foi reconhecida por entidades de peso na Medicina e em 1990, software mais avançado foi colocado nas câmeras, proporcionando grandes avanços na exatidão e análise das imagens. Estudos recentes mostraram que a termografia é 97% sensível na detecção de mudanças no tecido mamária.

A termografia hoje

Detecção de câncer de mama – a termografia já é considerado um exame de peso e está rapidamente se tornando um procedimento adjuvante na detecção do câncer de mama. Na Europa já é considerada uma ferramenta diagnóstica primária na deteccção da doença.

Diagnóstico de Dores – pesquisas apontam sua eficácia no diagnóstico da maioria de dores de coluna, do pescoço e das articulações, especialmente os tipos latentes ou as síndromes de dor que não respondem a tratamento. A nossa equipe do Singular já vem utilizando esta ferramenta no diagnóstico, tratamento e monitoramento da dor.

Detecção de doenças nos estágios iniciais – o exame pode avaliar e identificar inflamações nas artérias carótidas (precursores de coâgulos e derrame), permitindo que seja tratada logo e assim evitar uma situação de risco de vida.

Como qualquer modalidade de exame, a termografia é utilizada junto com outras ferramentas diagnósticas e não sozinha. É altamente recomendada na prevenção de doenças.

Fonte: Mundo sem dor – http://bit.ly/13fC6kp

É com grande entusiasmo que anunciamos a abertura de vagas para o Curso de Pós-Graduação em Termologia Clínica e Termografia do HCFMUSP, São Paulo-SP.

O curso é dirigido a profissionais graduados em medicina, e devidamente registrados no CRM.

Carga Horária

: 480 horas/aula (24 meses).

O Curso é ofertado em 24 módulos presenciais, além de apoio “on line”.

Com colaboração dos mestres doutores:

Profº. Dr. Manoel Jacobsen Teixeira
Profº. Dr. Marcos Leal Brioschi

Que compõe o corpo docente do HC-FMUSP e da Academia Nacional de Medicina Legal.

Investimento:
Matricula R$ 500,00
Mensalidade R$ 850,00 x 24

Matrícula até 26 de maio de 2011.
Primeiro módulo 27-29 maio
Demais datas de 2011:
JUN  17-19
JUL  22-24
AGO 26-28
SET   23-25
OUT  21-23
DEZ   09-11

Inscrições pelo site da USP.

Vagas limitadas!

Promoção do:

Departamento de Neurologia do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo
SOBRATERM – Sociedade Brasileira de Termologia

Apoio de:

ABML – Associação Brasileira de Medicina Legal
ANML – Academia Nacional de Medicina Legal
SBED – Sociedade Brasileira para Estudo da Dor
PTS – PanAmerican Thermology Society

Mais informações em: SOBRATERM – Sociedade Brasileira de Termologia

O que você precisa saber antes de sua próxima mamografia ou colonoscopia…

Nem todo tumor maligno tem características agressivas, alguns podem ter crescimento muito lento.

Segundo Dr Welch ainda faltam métodos diagnósticos que possam avaliar melhor a agressividade destes tumores detectados muito precocemente antes de tomar medidas terapêuticas agressivas como cirurgia, radio ou quimioterapia em situações que talvez o paciente nunca viesse a morrer por causa daquele tumor, e sim por outros problemas de saúde como doença cardiovascular, trauma, pulmonar ou até mesmo outro câncer.

A termografia é um método diagnóstico por imagem que avalia a agressividade de tumores de mama, tireóide, pele, ósseo e linfomas. De forma totalmente inócua, sem contato ou radiação a termografia infravermelha pode ser utilizada em conjunto com exames tradicionais numa abordagem mais racional quanto à conduta a ser instituída. Cada paciente tem sua própria conjuntura clínica, e se deve consultar seu médico para encontrar qual das opções é a melhor para o seu caso.

Veja também este vídeo:

O Budweiser Shootout, disputado numa noite de sábado, dia 12/03, em Daytona, mostrou ao mundo a nova maneira que os carros da Nascar se comportam nesse tipo de pista. Talvez pelo novo asfalto ou pelas mudanças aerodinâmicas para a temporada 2011, trabalhar em dupla se mostrou essencial.

As longas filas de carros, tradicionais no super-oval da Flórida, deram lugar a parcerias quase que fixas entre dois pilotos, o chamado ‘draftlock’. Essa técnica já havia sido usada amplamente em Talladega, mas não de forma tão intensa. Outra diferença foi que na pista do Alabama as filas de carros ainda continuaram a existir. Para entender esse draftlock em uma explicação usando o CFD, clique aqui.

Aí que está o problema. Caso realmente esse trabalho em dupla não seja usado durante toda a Daytona 500, como será que os pilotos irão se comportar? Teremos o retorno das tradicionais linhas de carro, ou a corrida será uma entediante prova em single file até os últimos giros?

Apesar da nova técnica, Daytona ainda guarda algumas especificidades. Como a pista é muito estreita e mal comporta três carros lado a lado, será muito interessante ver como as ultrapassagens e trocas de parceria serão negociadas. Principalmente quando houver um retardatário mais lento próximo. Dessa forma, ainda destaco as paradas nos boxes como momento fundamental, afinal, ficar sem parceiro quando elas forem feitas em bandeira verde, pode significar até mesmo perder a volta do líder.

O final da corrida deste sábado, com Denny Hamlin superando Ryan Newman na linha de chegada, prova que poderemos ter final de corridas mais emocionantes. Antes, era comum que apenas os dois carros que puxavam as filas chegassem em condições de brigar pela vitória nos metros finais.

Para finalizar, como a Nascar resolveu mudar a refrigeração dos carros após o Shootout, acredito que os Gatorade Duels, vão manter o espírito da corrida promocional: várias duplas e muitas mudanças de liderança. Afinal, os pilotos precisam testar o equipamento para que tudo dê certo em Daytona.

Em tempo: Quanto à corrida da ARCA, que teve o Miguel Paludo, digo que nunca vi uma corrida tão chata em Daytona. Independente do problema mecânico que o brasileiro teve, será que ninguém leva em conta que Bobby Gerhart – o vencedor da corrida – sempre vence com tática nos boxes? Por que ninguém fica de marcação nele? Eu faria isso. E teria conseguido um TOP 5. Para ler como a corrida foi, basta clicar aqui.

Talvez pelo Shootout ser uma corrida tão curta – apenas 75 voltas – os pilotos se arriscaram a ficar em duplas desde o início. Na Daytona 500, isso não deve acontecer ainda mais que a Nascar vai limitar a refrigeração do motor, impedindo que o draftlock seja feito repetitivamente.

No Shootout, aliás, a parceria entre Jeff Burton e Kevin Harvick, talvez a mais forte da noite, foi separada a partir do momento que o motor de Harvick ameaçou estourar. Mais tarde, trabalhando com Jeff Gordon, o piloto de Richard Childress não pôde mais passar tanto tempo empurrando o parceiro.

Como a Daytona 500 é uma corrida bem mais longa, a tendência é que apenas nas voltas finais os pilotos passem a abusar do draftlock. Antes disso, muita gente deve usar essa técnica para avançar posições, garantir o bônus por liderar uma volta, formar parcerias e mostrar o patrocinador. Competitivamente, o que aconteceu no Shootout não deve ser repetir até o final da 500.

X Team Racing é a equipe brasileira na Nascar.
Através da página do Speed Channel no Facebook, foi confirmada uma ótima notícia para os fãs brasileiros da Nascar. Foi confirmada  a criação de uma nova equipe da Nascar, a X Team Racing, que usará equipamento Toyota e terá como dono o brasileiro Laerte Zatta.  que já trabalhou na Formula Indy e na Nascar como engenheiro de motores da Toyota.

Ainda segundo o Speed Channel, Zatta comprou 8 carros da Toyota preparados pela equipe de Joe Gibbs, utlizandos para andar na categoria regional K&N Series East para preparação de pilotos que pretendem ingressar nas 3 principais divisões da Nascar (Camping World Truck Series, Nationwide Series e Sprint Cup).

Fonte: World of Motorsport

Aqui outro vídeo da corrida em Infravermelho: Veja no YouTube.

A Mamografia isolada foi capaz de reduzir somente 1/3 das mortes por tumores de mama.
Com o auxílio da termografia esta estatística pode ser muito melhor.

Parte I (inglês)

Parte II (inglês)

Clique aqui para ver o artigo na íntegra. Referência.

Termografia infravermelha para estudo da reatividade endotelial e avaliação do risco cardiovascular.

Até hoje pesquisas não tem conseguido demonstrar nenhum benefício em termos de evitar novos ataques cardíacos e nenhum aumento estatisticamente significativo na taxa de sobrevivência com a cirurgia de bypass (ponte) nem da angioplastia com balão, em comparação com o tratamento não cirúrgico para a maioria dos pacientes. Exceto em uma pequena porção de pacientes com doença grave em vários vasos ou com mais de 80 anos. A placa maior, calcificada, que cresce na superfície interna das artérias coronárias (endotélio) não é a causa da maioria dos ataques cardíacos. Ao contrário, cerca de 85% das vezes, o principal culpado é a placa flexível, “vulnerável” (instável) e relativamente pequena que se forma dentro das paredes dos vasos. A placa maior e calcificada é, na verdade, relativamente estável e, em conseqüência de sua cobertura calcificada rígida, sua ruptura é menos comum. A placa flexível, menos estável e mais dinâmica, é muito mais sujeita a ruptura súbita, trombose e infarto agudo do miocárdio. A placa flexível fica oculta nas paredes da artéria e, geralmente não causa obstrução óbvia ou diminuição do fluxo sanguíneo até, é claro, a ruptura aguda quase sempre fatal.

As cirurgias não curam. Na verdade, elas nada fazem para reduzir a placa flexível ou rígida. Os diversos processos inflamatórios subjacentes à formação da placa são tipicamente acelerados por essas cirurgias e suas conseqüências, pois induzem uma forte resposta inflamatória. Talvez o principal benefício desses procedimentos seja o choque que causam no indivíduo, para que ele passe a levar a sério a saúde cardíaca e implemente agressivamente todos os meios de redução de risco. Segundo Dr David D. Waters, da Universidade da Califórnia, a aterosclerose é uma doença sistêmica. Ela ocorre em todas as artérias coronárias. Se você conserta um fragmento, um ano depois haverá outro responsável por um ataque cardíaco; portanto, a terapia sistêmica, com estatinas ou fármacos anticoagulantes, tem o potencial de ajudar muito mais.

Os ataques cardíacos costumam ocorrer sem nenhum alerta e, em geral, em pessoas que parecem “perfeitamente saudáveis”, de acordo com métodos diagnósticos convencionais. A placa vulnerável não tem sintomas e é difícil detectá-la por meio de exames do coração ou quaisquer outros procedimentos. As angiografias por cateterismo são incapazes de detectar a placa vulnerável. No teste de esforço o eletrocardiograma (ECG) é monitorado durante um exercício progressivo na esteira, e pode revelar se há um grau significativo de obstrução em uma ou mais artérias coronárias e a capacidade destas de suprir sangue adequadamente ao coração. Mas não avalia diretamente a questão-chave que é a placa vulnerável, mesmo quando realizado associado com a cintilografia cardíaca. Cerca de 10 a 20% dos testes de esforço dão falso positivos, indicando incorretamente uma anormalidade cardíaca ou arterial, e 20% a 40% geram falsos negativos, sem detectar uma anormalidade. Portanto, o teste de esforço não detecta todos os casos de obstrução arterial, e quaisquer indicações positivas que ele der precisam ser confirmadas por outros testes clínicos.

Entretanto, uma série de estudos tem relatado a importância das células que revestem a parede interna dos vasos sanguíneos (endotélio) no controle vasomotor, atividade inflamatória e desenvolvimento da aterosclerose devida produção de uma substância chamada óxido nítrico. A microcirculação da nossa pele reage conforme estímulos químicos e neurológicos autonômicos, isto é, sem nosso controle. Esta resposta neurovascular automática depende da produção do óxido nítrico pelo endotélio (eNOS) e pelos nervos autonômicos simpáticos (nNOS).

Quando este endotélio fica doente e produz quantidade insuficiente de óxido nítrico, desenvolve-se a doença aterosclerótica, composta pelas placas ou ateromas, e que pode contribuir para eventos cardiovasculares fatais, como infarto e derrames.

A termografia por imagem infravermelha registra a reatividade vascular por meio de um teste não-invasivo, operador-independente, filmando a mudança de temperatura dos dedos das mãos durante a compressão e descompressão do braço pela insuflação da braçadeira do aparelho de pressão (esfigmomanômetro).

Estudos demonstram nítida correlação da temperatura com a aterosclerose em pacientes ainda assintomáticos, também sua correlação com escore de cálcio e cintilografia de perfusão cardíaca (medicina nuclear).

O escore de cálcio trata-se de uma tomografia tridimensional do coração que pode mostrar o cálcio nas paredes das artérias. Presume-se que o cálcio seja placa calcificada porque não há outra razão para sua presença ali. Um computador calcula o valor de cálcio para cada região da placa calcificada, cada artéria coronária e o valor total de cálcio para o coração como um todo. Há uma certa controvérsia entre os médicos quanto à utilidade desse valor de cálcio coronariano na predição do risco de um ataque cardíaco. Valores mais elevados estão, na verdade, relacionados a um risco maior, mas isso pode ser porque um alto valor de cálcio esteja vinculado a níveis mais elevados de placa vulnerável (instável). Acredita-se que é um parâmetro útil, se endendido as diversas funções da placa flexível e da calcificada.

Tarján e colaboradores, em 2005, relataram que nos pacientes com dor torácica, o valor mais inferior da curva de temperatura dos dedos (low fingertip temperature rebound) está fortemente associado com infarto cardíaco (miocárdio).

A reatividade vascular é um componente vital da função vascular pois permite o sistema circulatório responder aos estímulos fisiológicos (estresse, hipertensão, hipotensão) e farmacológicos (antihipertensivos, cardiotônicos, antiarrítmicos) que requerem ajustes do fluxo do sangue e do tônus e diâmetro dos vasos. A reatividade vascular ocorre tanto em grandes quanto microvasos, isto é, desde a artéria aorta até a microcirculação da pele. A reatividade microvascular causa um fenômeno conhecido na Medicina como hiperemia reativa, e ocorre tanto na micro quanto na grande circulação. Tanto a reatividade macro e microvascular é governada por múltiplos mecanismos fisiológicos (dependente e independente do endotélio) e mediado por inúmeros agentes bioquímicos, tais como óxido nítrico (NO), fator hiperpolarizante derivado do endotélio (EDHF), prostaglandinas, adenosina, bradicinina, histamina e por outras substâncias vasoativas. Acredita-se que a reatividade macrovascular esteja mediada predominantemente por óxido nítrico derivado do endotélio, mas a reatividade microvascular também é mediada pelo óxido nítrico.

Estudos prévios demonstraram nítida relação entre a disfunção da reatividade micro e macrovascular e a doença cardiovascular aterosclerótica. Similarmente, diversos estudos comprovaram fortes relações entre os fatores de risco cardiovascular e a disfunção vascular (dependente e independente do endotélio). Assim sendo, a disfunção vascular pode ser vista como um “fator de risco” individual importante para o desenvolvimento da aterosclerose, especialmente quando somada aos efeitos cumulativos dos vários fatores protetores e de risco.

Segundo Jzerman e colaboradores (2003) indivíduos com alto risco de doença cardiovascular apresentam disfunção microvascular cutânea. Além da avaliação de risco para predição de conseqüências patológicas, outro aspecto importante de usar a função vascular é na avaliação da resposta às terapias. Estudos recentes mostraram que a reatividade vascular da pele melhora significativamente após terapia com estatinas (p.ex. Lipitor). A disfunção neurovascular medida pela termografia infravermelha é associada com a extensão do dano observado na cintilografia miocárdica de perfusão (MPI) e se correlaciona fortemente com a pontuação de risco de Framingham e índice de cálcio independentemente da idade, sexo, fatores de risco cardíacos tradicionais. Além disso, é superior à pontuação de risco de Framingham para predição de escore de cálcio alto.

Outra observação importante, é que antes de iniciar qualquer programa de exercício físico regular, consulte o profissional de saúde, que pode aconselhá-lo quanto a quaisquer considerações especiais em relação à sua saúde e condição física. Isso é essencial se você tiver indicações de doença coronariana ou outra doença grave, se estiver na meia-idade ou for mais velho e se não praticou atividade física antes. Tabagismo, obesidade, diabetes, pressão arterial elevada, estresse, apnéia do sono, sedentarismo, herança genética, colesterol, proteína C reativa, fibrinogênio, lipoproteína A e homocisteína elevadas, HDL (bom colesterol) baixo são importantes fatores de risco para doença coronariana. Depois disso tudo, a boa notícia é que a placa flexível e vulnerável é muito mais fácil de reverter do que a placa rígida calcificada por meio de medidas não cirúrgicas e nutricionais, para tanto é necessário identificar este risco.

Referências

1.        Ahmadi N, et al. Low fingertip temperature rebound measured by digital thermal monitoring strongly correlates with the presence and extent of coronary artery disease diagnosed by 64-slice multi-detector computed tomography. Int J Cardiovasc Imaging. 2009;25:725–738.

2.        Ahmadi N, Usman N, Shim J, et al. Vascular dysfunction measured by fingertip thermal monitoring is associated with the extent of myocardial perfusion defect. J Nucl Cardiol. 2009;16:431–439.

3.        Ahmadi N, Hajsadeghi F, Gul K, Vane J, Usman N, Flores F, Nasir K, Hecht H, Naghavi M, Budoff M (2008) Relations between digital thermal monitoring of vascular function, the Framingham risk score, and coronary artery calcium score. J Cardiovasc Comput Tomogr 2(6):382–388

4.        Ahmadi N, Bevinal MA, Hajsadeghi F, Sarraf G, Tirunagaram S, Foster GP, Tsimikas S, Hecht H, Naghavi M, Budoff M (2008) Relationship of oxidized LDL biomarkers persistent vascular dysfunction measured by fingertip digital thermal monitoring and progression of coronary artery calcification. J Am Coll Cardiol.

5.        Tarján J, Nagy L, Kovács I, Kovács E, Árvai F, Dobai F (2005) Flow mediated change of finger-tip-temperature in patients with high cardiovascular risk. Cardiol Hung 35:11–16 .

6.        Jzerman RG I, De Jongh RT, Beijk MA, Van Weissenbruch MM, Delemarre-van de Waal HA, Serne EH CDS (2003) Individuals at increased coronary heart disease risk are characterized by an impaired microvascular function in skin. Eur J Clin Invest 33(7):536–542.

7.        NL TarjánJ, Kovács I, Kovács E, Árvai F, Dobai F (2005) Flow mediated change of finger-tip-temperature in patients with high cardiovascular risk. Cardiol Hung 35:11–16.

8.        Gul KM, Ahmadi N, Wang Z, Jamieson C, Nasir K, Metcalfe R, Hecht HS, Hartley CJ, Naghavi M (2009) Digital thermal monitoring of vascular function: a novel tool to improve cardiovascular risk assessment. Vasc Med 14(2):143–148.

9.        Thoden J, Kenny G, Reardon F, Jette M, Livingstone S (1994) Disturbance of thermal homeostasis during post-exercise hyperthermia. Eur J Appl Physiol Occup Physiol 68(2):170–176.

10.     Brioschi ML, Macedo JF, Macedo RAC. Skin thermometry: new concepts. J Vasc Bras 2(2):151-160, 2003. http://www.jvascbr.com.br/03-02-02/03-02-02-151/03-02-02-151.htm

Termografia permite salvar membro inferior de amputação ampliada.

A maior incidência de amputações ocorre em torno dos 50 aos 75 anos, devido problemas vasculares em pacientes diabéticos.
O nível determinado para amputação do membro deve ser o mais longo possível, de acordo com as possibilidades vasculares de cada caso. O coto deve apresentar boa mobilidade e circulação sanguínea, ser recoberto por um bom tecido músculo-adiposo e pele sadia e não apresentar dor, assim possibilitará uma adaptabilidade satisfatória às próteses.

A imagem termográfica delimita o nível de amputação e avalia a cicatrização e perfusão do coto.
O Dr David Harrison do University Hospital of North Durham (Reino Unido) já é conhecido pelo uso da mensuração de saturação de oxigênio (SO2) cutâneo para estudo de viabilidade de membros inferiores isquêmicos em estado crítico para amputação(1).
A técnica consiste em determinar o grau de hipóxia tissular (DTH) que é definida quando o valor da SO2 ao longo da perna é inferior a 10% do normal.

Foi verificado que quando a saturação de oxigênio é menor do que 15% ou a média de SO2 em dois pontos específicos ao longo de uma linha abaixo do nível proposto de amputação (BKA) é 30% ou mais, a cicatrização do coto abaixo do joelho (BKA) será bem sucedida. A técnica, utilizando os critérios acima em combinação com a imagem termográfica(2), tem sido utilizada de rotina pela University Hospital of North Durham desde 1999. Os resultados das pesquisas iniciais destas técnicas foram publicados em 2002(3) e demonstraram um índice de cicatrização de 94% das amputações abaixo do joelho e uma proporção de 9:2 de amputações abaixo do joelho.

A avaliação quantitativa da saturação de oxigênio é o principal critério para recomendar o nível de amputação, porém mais recentemente, o gradiente térmico da imagem termográfica tem sido utilizado como guia qualitativo prognóstico. Durante uma recente pesquisa de 33 amputações realizadas no período de 3 anos, entre 2004-2006, não só o poder preditivo da saturação de oxigênio foi avaliada, mas também os gradientes de temperatura foram medidos ao longo do membro por meio das imagens termográficas. Nove pacientes foram omitidos do estudo: 3 morreram antes da cirurgia, 1 teve contratura de flexão e 5 foi recomendado amputação abaixo do joelho por razões clínicas incontestáveis.

Dos 24 pacientes que preencheram o critério de inclusão: 2 foram indicados amputação acima do joelho e 3 que foram indicado amputação abaixo pela termografia precisaram ser submetidos dentro de uma semana a reamputação acima do joelho devido aparente isquemia do coto e piora na temperatura do coto. Sendo que dos 3, um reamputou dois mês após. O restante dos 19 pacientes foi submetido todos à amputação abaixo do joelho segundo a termografia, e evoluíram com excelente cicatrização do coto.
A análise das imagens termográficas revelou diferença significativa do gradiente térmico entre os grupos amputados acima e abaixo do joelho nos primeiros 5 cm distais (teste t de student, p=0,03) e também de que havia uma diferença significativa (p=0,005) na temperatura absoluta dos 5 cm distais a tuberosidade tibial entre os dois grupos.

Após avaliarem 104 pacientes, Spence e colaboradores também demonstraram que a termografia é um método confiável para determinar o nível de amputação (Laboratório Vascular do Ninewells Hospital and Medical School, Dundee, Escócia). Os autores adotaram termografia e cintilografia com I125, sendo que a combinação das duas técnicas obteve 93% de amputação transtibial, i.e., abaixo do joelho. A taxa de amputação abaixo do joelho foi de 75% neste serviço. Segundo os autores esta técnica ainda não é corrente na literatura médica porque ainda faltam especialistas habilitados para trabalhar com este procedimento.
Apesar da SO2 cutânea ser um excelente método para prognosticar a viabilidade de membros gravemente isquêmicos, a termografia é uma opção segura, não invasiva, sem contraste, sem radiação e sem contato para avaliar os casos que tem temperatura crítica abaixo do joelho, i.e., passíveis de preservar ou não um coto saudável.

A avaliação clínica em conjunto com estas novas medidas prognósticas vem trazer mais precisão na avaliação vascular e uma oportunidade para que estes amputados possam ter uma reabilitação e adaptação mais confortável às próteses mecânicas. A preservação da articulação do joelho permite melhor mobilidade dos pacientes.

Referências:
1 Harrison DK , McCollum PT, Newton DJ, Hickman P and Jain AS. Amputation level assessment using lightguide spectrophotometry. Prosthetics and Orthotics International 1995; 19:139-147
2 Spence VA, Walker WF, Troup IM, Murdoch G. Amputation of the ischaemic limb: Selection of the optimum site by thermography. 1981; Angiology; 32:155-169
3 Hanson JM, Harrison DK , Hawthorn IE. Tissue spectrophotometry and thermographic imaging applied to routine clinical prediction of amputation level viability. In: “Functional Monitoring and Drug Tissue Interaction”. SPIE Proc. Series 2002; 4623:187-194.
4 Harrison DK , Gaylard, LG, Singh DB. DK Harrison, Gaylard, LG, DB Singh. Thermographic imaging for amputation level viability assessment: Just a pretty picture or a quantitative tool? Thermology Int. 17: 79-80.

Publicação Fonte: Regional Medical Physics Department

Fonte: Revista Vascular

Contato:
Dr. David K. Harrison, Durham Unit , Durham. Dr. K. David Harrison, Unidade de Durham , Durham.

Termografia previne o AVC.

11:19 hrs. 11:19 hrs.

Termografia Ocular na Avaliação da Estenose de Carótida Interna.

Segundo Dr. Philip Morgan do Departamento de Optometria e Ciências da Visão, Universidade de Manchester (Reino Unido), a temperatura dos olhos pode ser mensurada por termografia infravermelha ocular como meio de identificação de estenose de artéria carótida.

Nestes pacientes, há um bloqueio parcial ou completo do fluxo sanguíneo do pescoço para os olhos. O fluxo reduzido da artéria oftálmica causa uma diminuição da temperatura ocular que não pode ser maior do que 0,6oC entre os olhos (p<0,05). Conforme estudos do Prof. E.Y.K. Ng do Nanyang Technological University (Singapura), a temperatura da córnea varia de 34oC no centro à 37oC até a esclera, com média de 34,01±0,64oC considerando emissividade de 0,975.

Estes são alguns dos parâmetros mínimos pelo qual a termografia ocular identifica pacientes com risco de estenose de artéria carótida, uma condição freqüentemente associada a acidente vascular cerebral (AVC). A termografia ocular (TO) é um método de rastreamento simples, não avaliador dependente, rápido e de baixo custo para identificação de estenose de artéria carótida interna (EACI) com repercussão hemodinamicamente significativa (i.e. redução de mais de 50% do diâmetro do vaso), em comparação com o Doppler de carótida, técnica padrão-ouro. A EACI é o maior risco para AVC isquêmico.

Uma vez detectada a estenose, devem ser avaliadas medidas terapêuticas e cirúrgicas para diminuir o risco de AVC. Isto é, medidas profiláticas efetivas.

A grande maioria dos indivíduos com doença nas carótidas não necessitam de cirurgia, tendo em vista que pequena quantidade de placas de aterosclerose são comuns em pessoas idosas, se tornando problemático em geral quando crescem e causam entupimentos mais graves nas artérias, em geral superiores a 60-70% de obstrução. Mas o desprendimento da placa, que também pode causar obstrução mais distal e AVC, pode ser evitado por medidas profiláticas medicamentosas, nutricionais e de hábito de vida.

O AVC é um problema de saúde importante, só no Brasil são cerca de 100 mil óbitos por ano. Apresenta-se como a 2ª causa de morte no mundo. O AVC é a principal causa de incapacidade neurológica dependente de cuidados de reabilitação e a sua incidência está relacionada com a idade e diabetes.

Apesar de efetiva no diagnóstico da EACI, a ultrassonografia é relativamente custosa em termos de equipamento e a técnica operador-dependente demanda o emprego de profissionais altamente treinados. Certamente, acrescentar a avaliação ocular na termografia de corpo inteiro quando da realização no estudo e rastreamento de outras doenças sistêmicas (artrites, neuropatias, vasculopatias de membros inferiores, tumor de mama etc), é uma nova metodologia, efetiva e de baixo custo para investigar estenose de carótida e pode ter um impacto significativo na prevenção de AVC e suas sequelas. Como o suprimento vascular do olho é o determinante principal da sua temperatura, uma oclusão total ou parcial do sistema arterial da carótida interna pode causar uma redução térmica no lado afetado, quando não há fluxo compensatório colateral pelo polígono de Willis.

O arranjo das artérias no Polígono de Willis cria uma redundância na circulação cerebral. Se uma parte do círculo estiver bloqueada ou estreitada (estenose), ou se uma das artérias que suprem o polígono está estreitada ou bloqueada, o fluxo sanguíneo dos outros vasos sanguíneos pode muitas vezes preservar a perfusão cerebral o suficiente para evitar sintomas de isquemia. Segundo Dr. Selim Orgül da University Eye Clinic Basel (Suíça) o método é altamente reproduzível.

A termografia ocular pode mensurar precisamente a temperatura do olho e desta maneira servir como um método de screening para identificação de alterações hemodinâmicas significativas relacionadas a estenose de carótida, especialmente casos em que não há compensação do fluxo sanguíneo colateral. A sensibilidade e especificidade da termografia ocular comparada ao Doppler de carótidas é 98% e 96% respectivamente segundo estudo publicado por Hofferberth e colaboradores na revista Stroke.

A termografia ocular não substitui o Doppler de carótidas, o primeiro se trata de avaliação funcional e outro anatômica. Pelo contrário, na presença de termografia sinalizando médio ou alto risco de AVC, o Doppler colorido é mandatório.

A termografia é uma opção de rastreamento de doenças vasculares periféricas e cada paciente tem sua própria conjuntura clínica, segundo idade, sexo, doenças associadas, como doença cardíaca, obesidade, diabetes, tabagismo e outros maus hábitos de vida, portanto deve consultar seu médico para encontrar qual das opções diagnósticas é a melhor para seguir no seu caso. Também dentre as novas aplicações da termografia ocular sendo desenvolvidas estão os estudos lacrimais na xeroftalmia (olhos secos) pela Aston University (Reino Unido) e as reações inflamatórias relacionadas ao uso de lentes de contato, sensibilidade da córnea e cirurgias refrativas. Referências:

  1. Morgan PB, Soh MP, Efron N, Tullo AB. Potential applications of ocular thermography. Optom Vis Sci 1993; 70: 568-576.
  2. Morgan PB, Smyth JV, Tullo AB, Efron N. Ocular temperature in carotid artery stenosis. Optom Vis Sci 1999; 76: 850-854.
  3. Hofferberth et al. Comparison of Doppler sonography and plate thermography for detection of carotid artery stenosis. Stroke 1980; 11 (1): 27-30.
  4. Anterior Eye Laboratory. Queensland University of Technology. Brisbane, Australia.

Estudo conduzido pela Universidade Pablo de Olavide na Espanha juntamente com a Associação Espanhola de Amputados e Universidade do Estado de Santa Catarina no Brasil, determinaram que a extremidade amputada que se apresenta com altas temperaturas esta associada com baixa qualidade de vida no aspecto físico e emocional dos pacientes. Além de maiores alterações posturais, perda da sensibilidade assim como sobrecarga durante a marcha.

Para chegar a estas conclusões, já foram avaliados adultos de ambos os sexos, com amputação em diferentes níveis e etiologia, que utilizaram próteses após o procedimento. As avaliações foram feitas em Valladolid ano passado e participaram pacientes de toda Espanha e também do Brasil.

Foi utilizada uma câmera infravermelha para avaliação da temperatura dos membros amputados. Associado a isto, teste de monofilamentos para testar sensibilidade, baropodometria e biofotogrametria.

Foi levantado no estudo distúrbios postural adquiridos pelo uso de próteses, como descompensações pélvicas e artrose prematura por incorreções e má alinhamento das próteses e seus componentes.

O objetivo do estudo foi conhecer a relação do uso da prótese pós-amputação na qualidade de vida física e emocional destes pacientes além de abrir novas frentes de investigação e terapias personalizadas segundo a lesão produzida pelo uso da prótese.

A imagem por termografia permite avaliar a área de contato da prótese com o membro amputado e fornecer informações mais objetivas ao médico das regiões anormais de sobrecarga, bem como, o efeito mecânico postural nas articulações acima do nível de amputação, como joelhos, quadril e coluna. Permitindo de forma mais objetiva guiar um tratamento personalizado ao paciente, com as vantagens de ser um exame totalmente seguro, sem contato, sem radiação e sem contraste.

Espera-se que o indivíduo com amputação de extremidade deva ser capaz de utilizar a prótese nas atividades diárias; no entanto, uma inadequada reabilitação pode estabelecer isquemias por compressão no local de sustentação da prótese, processos inflamatórios e/ou desgastes nas articulações do membro não-amputado pelo uso excessivo, ou mesmo na articulação íntegra acima do nível de amputação.

A termografia possibilita analisar as regiões de atrito, auxiliando diretamente no diagnóstico de sobrecargas articulares, inflamação e isquemias – o que pode caracterizar ou não uma boa adaptação à prótese.

Temperatura mais elevadas geralmente coincidem com a queixa de desconforto do paciente, indicando atrito; sobrecarga. A baixa temperatura no segmento residual à amputação pode indicar pouca circulação, assinalando dificuldade de adaptação. A avaliação termográfica pode contribuir para identificar desconforto de amputados com prótese de membros superior e inferior e ser utilizada no acompanhamento de sua reabilitação. Ela pode auxiliar no desenvolvimento de materiais personalizados de modo a aumentar o conforto na fixação das próteses destes pacientes.

É fundamental que o indivíduo receba atendimento específico desde o pós-operatório imediato até sua completa reabilitação, pois qualquer falha nesse processo poderá dificultar sua recuperação funcional.

Fonte